FGV tem cursos gratuitos sobre sustentabilidade

A Faculdade Getúlio Vargas (FGV) está com vagas abertas para três cursos abertos sobre sustentabilidade. As aulas são totalmente on-line e gratuitas. Para participar, basta acessar o site da instituição e fazer a inscrição. O início é imediato. As aulas disponibilizadas pela FGV estão divididas em três segmentos, destinadas a públicos distintos.

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Manual ensina a plantar hortas em pequenos espaços

Não é necessário ter uma grande área para começar uma horta. Existem muitas opções de alimentos capazes de serem plantados com sucesso em espaços reduzidos O livro “Horta em pequenos espaços”, produzido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), mostra justamente isso.

A publicação, disponível gratuitamente em PDF, traz diversas dicas, como os cuidados com o preparo da terra e a escolha pela localização ideal, a descrição das hortaliças e os fatores que afetam o desenvolvimento das plantas.

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Bananeiras e Taiobas transformam esgoto em água limpa

Os chamados “Jardins Filtrantes” têm sido implementados em vários locais do planeta para tratar o esgoto e despoluir a água. O programa Cidades e Soluções, da Globo News, divulgou na quarta-feira passada (21/9) várias experiências, nacionais e internacionais (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1638209-7823-JARDINS+FILTRANTES+FAZEM+DESPOLUICAO+DA+AGUA+NA+FRANCA,00.htm), e mostrou também o sucesso do sistema de evapotranspiração implementado em Embu das Artes (SP) (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1638440-7823-TELESPECTADOR+MOSTRA+COMO+TRATAR+O+ESGOTO+COM+A+AJUDA+DE+UMA+BANANEIRA,00.html).

Com ideias criativas é possível tratar os resíduos de residências, de comunidades e de indústrias, utilizando-se técnicas e plantas específicas que são poderosas aliadas para a despoluição das águas.
Conheça a experiência de Embu das Artes!

Em Embu das Artes, casal usa criatividade e aposta em sistema alternativo para tratar o esgoto – a evapotranspiração

Tudo começou com um sonho: morar em Embu das Artes! A casa, cercada pela exuberância da Mata Atlântica, parecia perfeita. Bruno Cavalcante e Silvana Ribeiro descobriram logo que a casa tinha problemas, a fossa estava vazando! “Água preta, bichos, moscas, esse esgoto infiltrando na terra e escoando por cima. Na primeira noite nós já deitamos no travesseiro com a cabeça quente… Precisamos resolver essa questão”, conta Cavalcante.

Para solucionar o problema o casal buscou alternativas que não agredissem o meio ambiente, pois o local não possui rede coletora de esgoto. Chamaram amigos profissionais em permacultura para decidir o melhor caminho e juntos indicaram a Bacia de Evapotranspiração para o tratamento do esgoto doméstico – uma solução simples, de fácil implementação e custo bastante acessível, onde se reutilizam entulhos e outros materiais como pneus.

“A Bacia de Evapotranspiração é uma caixa impermeabilizada que une diferentes sistemas num mesmo espaço: a fossa, o filtro anaeróbico e uma área de evapotranspiração formada com plantas que potencializam a capacidade de evaporar, geralmente a bananeira e a taioba, plantas de folhas largas que possuem raízes rasas”, explica Guilherme Castagna, engenheiro civil e permacultor.

Cavalcante e o grupo de permacultores, empenhados em resolver o problema de forma educativa e formar multiplicadores de ideias sustentáveis, aproveitaram os conhecimentos e organizaram um Curso Teórico e Prático de Manejo Sustentável das Águas. Contaram com o apoio e parceria de diversos grupos: Humana Terra, Livraria Tapioca, Condomínio Meu Recanto, Sítio São Francisco, Grupo Solares, Rodoareia Materiais de Construção e a Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE).

O curso foi ministrado por vários profissionais da área, durante dois dias, abordando temas relacionados à situação hídrica da cidade de São Paulo com foco no tratamento das águas servidas, o esgoto. Os participantes puseram a mão na massa e aprenderam como se constrói a Bacia de Evapotranspiração. O curso ainda rendeu um vídeo, “Chega de Fossa”, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=HQMgotBb7FQ, onde são apresentadas todas as etapas do processo.

“Os resultados são excelentes, o sistema funciona de forma eficiente por muito tempo, sem entupir”, afirma Léo Tannous, engenheiro ambiental. Ribeiro ficou muito feliz com o resultado, “nós não sentimos nenhum odor. Realmente é uma tecnologia que recomendamos para todas as pessoas que moram em locais onde ainda não tem o saneamento básico, pois todas as águas que antes estavam poluindo o nosso jardim, hoje vão para o ar”, finaliza.

Indaia Emília – Assessoria de Comunicação SEAE

Agricultura familiar pode acabar com a fome no mundo

Relatório divulgado recentemente pelo Banco Mundial aponta que somente aumentando a produtividade agrícola das famílias de baixa renda será possível  cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 2 – acabar com a fome, conquistar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. Atualmente, 70% da população pobre do mundo trabalha no campo.

Outro motivo para apostar na produtividade agrícola – em especial a de cereais – é o fato de ela influenciar diretamente os números da fome e desnutrição.

De 2000 a 2012, quando houve aumento médio anual de 2,6% na produção de cereais nos países de baixa renda, a pobreza e a desnutrição caíram 2,7% ao ano. Já entre 1990 e 1999, quando a produção ficou estagnada nos países mais pobres do mundo, houve pouca melhora nos índices de pobreza e saúde nutricional.

A cada dia, 27 milhões de latino-americanos e caribenhos – 5,5% da população da região – acordam sem ter o que comer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Entre 1990 e 1992, este percentual estava em 14,7%. Para as Nações Unidas, o bom desempenho econômico e agrícola e as políticas de proteção social, como  programas de alimentação escolar e apoio à agricultura familiar , contribuíram para os progressos na região.

Os avanços da região, porém, não foram iguais. Entre 1990 e 2015,  a desnutrição diminuiu em 75% na América do Sul, enquanto na América Central a redução foi de 38,2%, contra 26,6% entre a população do Caribe no mesmo período. No ano passado, quase 20% dos caribenhos ainda lutavam contra a desnutrição.

Nos últimos 25 anos, a subnutrição caiu quase pela metade em todo planeta, de 19% para 11%. No entanto, ainda há 795 milhões de pessoas desnutridas no mundo, a maior parte delas em países de baixa renda, como os da África Subsaariana.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Da ONU

Livro traz 100 receitas veganas para quem não tem muito tempo

Cozinhar receitas veganas de maneira simples e gostosa é a grande missão dos amigos norte-americados Matt Holloway e Michelle Davis. Após terem um blog de sucesso internacional, eles também e dedicaram à criação de um livro de receitas, que chegou agora ao Brasil.

Quando a dupla estava com quase 30 anos, eles resolveram criar, em agosto de 2012, um blog para compartilhar receitas veganas práticas. Nessa época, uma coisa os incomodava tanto quanto a péssima qualidade da comida industrializada e processada que a grande maioria das pessoas consome hoje em dia: a aura de afetação pretenciosa que parecia ser o ingrediente básico de muitos livros e blogs dedicados à alimentação saudável. Receitas com especiarias caras, ingredientes difíceis de serem encontrados, métodos demorados e utensílios demais e muito específicos, como um fatiador de abacate, por exemplo. Para eles era “muita frescura e pouca praticidade”, o que pode afastar muita gente da ideia de se alimentar melhor, além de se criar estereótipos e preconceitos nada saudáveis.

Nascia então o blog Thug Kitchen, com uma linguagem direta, escrachada, recheada de gírias, apresentando receitas para pessoas “reais”, que cozinham em cozinhas reais, e que não têm muito tempo a perder.

O livro “Vegano sem frescura – Comida de verdade em mais de 100 receitas”, lançado agora no Brasil pela editoraAlaúde, traz as principais receitas e dicas que fizeram o sucesso do blog.

O material é prático e direto, voltado tanto a iniciantes, como aos experientes. E já começa fornecendo uma lista de utensílios e ingredientes básicos para preparar qualquer uma das cem receitas deliciosas para café da manhã, saladas, sanduíches, sopas, ensopados e sobremesas.

O livro ainda conta com as seções “Dica Esperta” e “O Basicão”, entremeadas ao longo de todo o livro, que trazem técnicas essenciais e mostram novas possibilidades de explorar os ingredientes. Pratos como o Ravióli cremoso com molho marinara caseiro, a Lasanha de cogumelo e espinafre, o Fettuccine com creme de couve-flor e ervas frescas, além das receitas do universo “tex-mex” que é característica da culinária do blog comprovam que saúde, nutrição e sabor não são nada incompatíveis.

E a receita de mesclar bom-humor escrachado, pratos práticos e muita informação de qualidade, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, rendeu um bom caldo de sucesso. Para se ter uma ideia, na semana seguinte à publicação nos Estados Unidos, em outubro de 2014, o livro alcançou o cobiçado 1º lugar na lista do New York Times.

 

Gratidão deixa o coração mais saudável, diz pesquisa

A gratidão envolve identificar e valorizar os aspectos positivos da vida.

Ter um coração grato é sinônimo de ter um coração saudável. Esta é a conclusão a que um grupo de pesquisadores da Associação Americana de Psicologia chegou após realizar um estudo com 186 pessoas que já tiveram alguma enfermidade cardíaca.

A fase de análise levou oito semanas. Durante este período os pacientes foram testados, tiveram que cumprir tarefas e foram observados por especialistas. “Descobrimos que o aumento da gratidão por parte dos pacientes foi associado diretamente a um melhor estado de espírito, melhor sono, menos fadiga e níveis mais baixos de indícios inflamatórios relacionados com a saúde cardíaca”, explicou Paul J. Mills, principal autor do estudo, PhD e professor de Medicina Familiar e Saúde Pública na Universidade da Califórnia.

A gratidão está constantemente ligada a aspectos espirituais, no entanto, os especialistas garantem que a espiritualidade por si só não reflete os mesmos efeitos. Para eles, esta não é a única forma de ser grato e de perceber os benefícios deste ato em diferentes áreas. A gratidão envolve identificar e valorizar os aspectos positivos da vida. Ela pode ser atribuída a uma fonte externa, como um animal de estimação, a outra pessoa ou a um ser não-humano.

Para a realização do estudo, os pesquisadores escolheram pacientes que já foram diagnosticados com insuficiência cardíaca do tipo B, durante, pelo menos, três meses. Esse grupo inclui pessoas que desenvolveram doença cardíaca estrutural, um ataque que danificou o coração, por exemplo, mas não demonstram sintomas de insuficiência cardíaca, como cansaço ou falta de ar. A opção deve-se ao fato de essas pessoas serem mais propensas a evoluírem para o tipo C, que tem um risco de morte cinco vezes maior.

A partir de testes psicológicos padronizados, os pesquisadores pontuaram os níveis de gratidão e bem-estar. Assim sendo, foi possível realizar um comparativo entre os resultados dos pacientes. As pessoas que tiveram melhor pontuação, ou seja, que eram mais gratas, apresentaram melhor humor, qualidade no sono, melhor auto recuperação e menos inflamações.

Os testes foram feitos da seguinte forma: durante oito semanas, os pacientes precisavam escrever, diariamente, três razões pelas quais eles eram gratos. Durante este período eles também receberam atendimento regular. Após a experiência, a conclusão de Mills é bastante simples: “Parece que um coração mais grato é realmente um coração mais saudável e a gratidão diária é uma maneira fácil de melhorar a saúde cardíaca”.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

Redação CicloVivo

 

13 bons motivos para começar uma horta comunitária

Educação ambiental, empoderamento, valorização e alimentos frescos são apenas alguns dos benefícios.

Uma horta comunitária proporciona benefícios em diversas proporções. Para tornar isso ainda mais claro, nós fizemos uma lista com alguns dos retornos positivos que um plantio urbano pode oferecer.

Ganhos individuais:

  1. Ter sempre alimentos frescos, livres de agrotóxicos e com garantia da procedência.
  2. Trabalhar em uma horta mantém a cabeça e o corpo sempre ativos.
  3. Desenvolve habilidades ligadas à jardinagem, artesanato e até marcenaria.
  4. Ajuda a aliviar o estresse e a praticar a paciência.
  5. Aprender a cultivar plantas estimula o conhecimento e acrescenta experiências práticas ao indivíduo.

Ganhos coletivos:

  1. Envolve a comunidade e aproxima vizinhos.
  2. Auxilia na educação ambiental, estimulando a minimização na produção de resíduos, reciclagem e compostagem.
  3. Empodera as pessoas e estimula a organização comunitária, pois envolve a tomada de decisões compartilhadas, a resolução de problemas, negociações, arrecadação e distribuição financeira, entre outras coisas.
  4. Valoriza o bairro e, consequentemente, o valor dos imóveis em toda a vizinhança.
  5. Serve como ponto de encontro e lazer, onde as pessoas podem se conhecer e compartilhar experiências.

Ganhos ambientais:

  1. Áreas verdes ajudam a combater as ilhas de calor.
  2. A agricultura urbana ajuda a aproximar as pessoas da natureza e a resgatar a importância da preservação para a manutenção da vida.
  3. Serve como refúgio para a biodiversidade local.

Se você quer testar se esses benefícios são realmente verdadeiros, que tal iniciar uma horta comunitária em seu bairro? Clique aqui e saiba como começar.

Redação CicloVivo