Bananeiras e Taiobas transformam esgoto em água limpa

Os chamados “Jardins Filtrantes” têm sido implementados em vários locais do planeta para tratar o esgoto e despoluir a água. O programa Cidades e Soluções, da Globo News, divulgou na quarta-feira passada (21/9) várias experiências, nacionais e internacionais (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1638209-7823-JARDINS+FILTRANTES+FAZEM+DESPOLUICAO+DA+AGUA+NA+FRANCA,00.htm), e mostrou também o sucesso do sistema de evapotranspiração implementado em Embu das Artes (SP) (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1638440-7823-TELESPECTADOR+MOSTRA+COMO+TRATAR+O+ESGOTO+COM+A+AJUDA+DE+UMA+BANANEIRA,00.html).

Com ideias criativas é possível tratar os resíduos de residências, de comunidades e de indústrias, utilizando-se técnicas e plantas específicas que são poderosas aliadas para a despoluição das águas.
Conheça a experiência de Embu das Artes!

Em Embu das Artes, casal usa criatividade e aposta em sistema alternativo para tratar o esgoto – a evapotranspiração

Tudo começou com um sonho: morar em Embu das Artes! A casa, cercada pela exuberância da Mata Atlântica, parecia perfeita. Bruno Cavalcante e Silvana Ribeiro descobriram logo que a casa tinha problemas, a fossa estava vazando! “Água preta, bichos, moscas, esse esgoto infiltrando na terra e escoando por cima. Na primeira noite nós já deitamos no travesseiro com a cabeça quente… Precisamos resolver essa questão”, conta Cavalcante.

Para solucionar o problema o casal buscou alternativas que não agredissem o meio ambiente, pois o local não possui rede coletora de esgoto. Chamaram amigos profissionais em permacultura para decidir o melhor caminho e juntos indicaram a Bacia de Evapotranspiração para o tratamento do esgoto doméstico – uma solução simples, de fácil implementação e custo bastante acessível, onde se reutilizam entulhos e outros materiais como pneus.

“A Bacia de Evapotranspiração é uma caixa impermeabilizada que une diferentes sistemas num mesmo espaço: a fossa, o filtro anaeróbico e uma área de evapotranspiração formada com plantas que potencializam a capacidade de evaporar, geralmente a bananeira e a taioba, plantas de folhas largas que possuem raízes rasas”, explica Guilherme Castagna, engenheiro civil e permacultor.

Cavalcante e o grupo de permacultores, empenhados em resolver o problema de forma educativa e formar multiplicadores de ideias sustentáveis, aproveitaram os conhecimentos e organizaram um Curso Teórico e Prático de Manejo Sustentável das Águas. Contaram com o apoio e parceria de diversos grupos: Humana Terra, Livraria Tapioca, Condomínio Meu Recanto, Sítio São Francisco, Grupo Solares, Rodoareia Materiais de Construção e a Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE).

O curso foi ministrado por vários profissionais da área, durante dois dias, abordando temas relacionados à situação hídrica da cidade de São Paulo com foco no tratamento das águas servidas, o esgoto. Os participantes puseram a mão na massa e aprenderam como se constrói a Bacia de Evapotranspiração. O curso ainda rendeu um vídeo, “Chega de Fossa”, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=HQMgotBb7FQ, onde são apresentadas todas as etapas do processo.

“Os resultados são excelentes, o sistema funciona de forma eficiente por muito tempo, sem entupir”, afirma Léo Tannous, engenheiro ambiental. Ribeiro ficou muito feliz com o resultado, “nós não sentimos nenhum odor. Realmente é uma tecnologia que recomendamos para todas as pessoas que moram em locais onde ainda não tem o saneamento básico, pois todas as águas que antes estavam poluindo o nosso jardim, hoje vão para o ar”, finaliza.

Indaia Emília – Assessoria de Comunicação SEAE

Agricultura familiar pode acabar com a fome no mundo

Relatório divulgado recentemente pelo Banco Mundial aponta que somente aumentando a produtividade agrícola das famílias de baixa renda será possível  cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 2 – acabar com a fome, conquistar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. Atualmente, 70% da população pobre do mundo trabalha no campo.

Outro motivo para apostar na produtividade agrícola – em especial a de cereais – é o fato de ela influenciar diretamente os números da fome e desnutrição.

De 2000 a 2012, quando houve aumento médio anual de 2,6% na produção de cereais nos países de baixa renda, a pobreza e a desnutrição caíram 2,7% ao ano. Já entre 1990 e 1999, quando a produção ficou estagnada nos países mais pobres do mundo, houve pouca melhora nos índices de pobreza e saúde nutricional.

A cada dia, 27 milhões de latino-americanos e caribenhos – 5,5% da população da região – acordam sem ter o que comer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Entre 1990 e 1992, este percentual estava em 14,7%. Para as Nações Unidas, o bom desempenho econômico e agrícola e as políticas de proteção social, como  programas de alimentação escolar e apoio à agricultura familiar , contribuíram para os progressos na região.

Os avanços da região, porém, não foram iguais. Entre 1990 e 2015,  a desnutrição diminuiu em 75% na América do Sul, enquanto na América Central a redução foi de 38,2%, contra 26,6% entre a população do Caribe no mesmo período. No ano passado, quase 20% dos caribenhos ainda lutavam contra a desnutrição.

Nos últimos 25 anos, a subnutrição caiu quase pela metade em todo planeta, de 19% para 11%. No entanto, ainda há 795 milhões de pessoas desnutridas no mundo, a maior parte delas em países de baixa renda, como os da África Subsaariana.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Da ONU

Livro traz 100 receitas veganas para quem não tem muito tempo

Cozinhar receitas veganas de maneira simples e gostosa é a grande missão dos amigos norte-americados Matt Holloway e Michelle Davis. Após terem um blog de sucesso internacional, eles também e dedicaram à criação de um livro de receitas, que chegou agora ao Brasil.

Quando a dupla estava com quase 30 anos, eles resolveram criar, em agosto de 2012, um blog para compartilhar receitas veganas práticas. Nessa época, uma coisa os incomodava tanto quanto a péssima qualidade da comida industrializada e processada que a grande maioria das pessoas consome hoje em dia: a aura de afetação pretenciosa que parecia ser o ingrediente básico de muitos livros e blogs dedicados à alimentação saudável. Receitas com especiarias caras, ingredientes difíceis de serem encontrados, métodos demorados e utensílios demais e muito específicos, como um fatiador de abacate, por exemplo. Para eles era “muita frescura e pouca praticidade”, o que pode afastar muita gente da ideia de se alimentar melhor, além de se criar estereótipos e preconceitos nada saudáveis.

Nascia então o blog Thug Kitchen, com uma linguagem direta, escrachada, recheada de gírias, apresentando receitas para pessoas “reais”, que cozinham em cozinhas reais, e que não têm muito tempo a perder.

O livro “Vegano sem frescura – Comida de verdade em mais de 100 receitas”, lançado agora no Brasil pela editoraAlaúde, traz as principais receitas e dicas que fizeram o sucesso do blog.

O material é prático e direto, voltado tanto a iniciantes, como aos experientes. E já começa fornecendo uma lista de utensílios e ingredientes básicos para preparar qualquer uma das cem receitas deliciosas para café da manhã, saladas, sanduíches, sopas, ensopados e sobremesas.

O livro ainda conta com as seções “Dica Esperta” e “O Basicão”, entremeadas ao longo de todo o livro, que trazem técnicas essenciais e mostram novas possibilidades de explorar os ingredientes. Pratos como o Ravióli cremoso com molho marinara caseiro, a Lasanha de cogumelo e espinafre, o Fettuccine com creme de couve-flor e ervas frescas, além das receitas do universo “tex-mex” que é característica da culinária do blog comprovam que saúde, nutrição e sabor não são nada incompatíveis.

E a receita de mesclar bom-humor escrachado, pratos práticos e muita informação de qualidade, com base em pesquisas sobre saúde e nutrição, rendeu um bom caldo de sucesso. Para se ter uma ideia, na semana seguinte à publicação nos Estados Unidos, em outubro de 2014, o livro alcançou o cobiçado 1º lugar na lista do New York Times.

 

Gratidão deixa o coração mais saudável, diz pesquisa

A gratidão envolve identificar e valorizar os aspectos positivos da vida.

Ter um coração grato é sinônimo de ter um coração saudável. Esta é a conclusão a que um grupo de pesquisadores da Associação Americana de Psicologia chegou após realizar um estudo com 186 pessoas que já tiveram alguma enfermidade cardíaca.

A fase de análise levou oito semanas. Durante este período os pacientes foram testados, tiveram que cumprir tarefas e foram observados por especialistas. “Descobrimos que o aumento da gratidão por parte dos pacientes foi associado diretamente a um melhor estado de espírito, melhor sono, menos fadiga e níveis mais baixos de indícios inflamatórios relacionados com a saúde cardíaca”, explicou Paul J. Mills, principal autor do estudo, PhD e professor de Medicina Familiar e Saúde Pública na Universidade da Califórnia.

A gratidão está constantemente ligada a aspectos espirituais, no entanto, os especialistas garantem que a espiritualidade por si só não reflete os mesmos efeitos. Para eles, esta não é a única forma de ser grato e de perceber os benefícios deste ato em diferentes áreas. A gratidão envolve identificar e valorizar os aspectos positivos da vida. Ela pode ser atribuída a uma fonte externa, como um animal de estimação, a outra pessoa ou a um ser não-humano.

Para a realização do estudo, os pesquisadores escolheram pacientes que já foram diagnosticados com insuficiência cardíaca do tipo B, durante, pelo menos, três meses. Esse grupo inclui pessoas que desenvolveram doença cardíaca estrutural, um ataque que danificou o coração, por exemplo, mas não demonstram sintomas de insuficiência cardíaca, como cansaço ou falta de ar. A opção deve-se ao fato de essas pessoas serem mais propensas a evoluírem para o tipo C, que tem um risco de morte cinco vezes maior.

A partir de testes psicológicos padronizados, os pesquisadores pontuaram os níveis de gratidão e bem-estar. Assim sendo, foi possível realizar um comparativo entre os resultados dos pacientes. As pessoas que tiveram melhor pontuação, ou seja, que eram mais gratas, apresentaram melhor humor, qualidade no sono, melhor auto recuperação e menos inflamações.

Os testes foram feitos da seguinte forma: durante oito semanas, os pacientes precisavam escrever, diariamente, três razões pelas quais eles eram gratos. Durante este período eles também receberam atendimento regular. Após a experiência, a conclusão de Mills é bastante simples: “Parece que um coração mais grato é realmente um coração mais saudável e a gratidão diária é uma maneira fácil de melhorar a saúde cardíaca”.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

Redação CicloVivo

 

13 bons motivos para começar uma horta comunitária

Educação ambiental, empoderamento, valorização e alimentos frescos são apenas alguns dos benefícios.

Uma horta comunitária proporciona benefícios em diversas proporções. Para tornar isso ainda mais claro, nós fizemos uma lista com alguns dos retornos positivos que um plantio urbano pode oferecer.

Ganhos individuais:

  1. Ter sempre alimentos frescos, livres de agrotóxicos e com garantia da procedência.
  2. Trabalhar em uma horta mantém a cabeça e o corpo sempre ativos.
  3. Desenvolve habilidades ligadas à jardinagem, artesanato e até marcenaria.
  4. Ajuda a aliviar o estresse e a praticar a paciência.
  5. Aprender a cultivar plantas estimula o conhecimento e acrescenta experiências práticas ao indivíduo.

Ganhos coletivos:

  1. Envolve a comunidade e aproxima vizinhos.
  2. Auxilia na educação ambiental, estimulando a minimização na produção de resíduos, reciclagem e compostagem.
  3. Empodera as pessoas e estimula a organização comunitária, pois envolve a tomada de decisões compartilhadas, a resolução de problemas, negociações, arrecadação e distribuição financeira, entre outras coisas.
  4. Valoriza o bairro e, consequentemente, o valor dos imóveis em toda a vizinhança.
  5. Serve como ponto de encontro e lazer, onde as pessoas podem se conhecer e compartilhar experiências.

Ganhos ambientais:

  1. Áreas verdes ajudam a combater as ilhas de calor.
  2. A agricultura urbana ajuda a aproximar as pessoas da natureza e a resgatar a importância da preservação para a manutenção da vida.
  3. Serve como refúgio para a biodiversidade local.

Se você quer testar se esses benefícios são realmente verdadeiros, que tal iniciar uma horta comunitária em seu bairro? Clique aqui e saiba como começar.

Redação CicloVivo

Passar 30 min/semana na natureza reduz depressão e doenças cardíacas

Os benefícios também se refletem na economia, com reduções expressivas em gastos com saúde pública.

Um estudo conduzido pela Universidade de Queensland, na Austrália, conseguiu avaliar os efeitos diretos do contato com a natureza na saúde humana. De acordo com a pesquisa, passar apenas 30 minutos semanais em parques poderia reduzir em 7% os casos de depressão e em 9% os casos de pressão alta.

Os benefícios de ter contato direto com a natureza são muito, inegáveis e conhecidos há muito tempo. No entanto, está é a primeira vez que os cientistas conseguiram colocar essas informações em números, que influenciam diretamente os indivíduos e os governos, pois podem direcionar novas políticas públicas e investimentos.

Para a pesquisa, os cientistas contaram com a participação de 1.538 pessoas, residentes da cidade australiana de Brisbane. O estudo contou com uma série de comparações e cruzamentos de informações que permitiram a avaliação da influência de um passeio no parque no organismo dos participantes.

O que se identificou foi que esse contato simples e em um curto período de tempo com a natureza é capaz de reduzir os riscos de desenvolvimento de doenças cardíacas, estresse, ansiedade e depressão. Mesmo que a Austrália ofereça muitas opções de parques municipais, eles têm uma taxa de frequência de apenas 40% da população local.

“Se todas as pessoas visitassem os parques locais por meia hora toda semana, poderiam ocorrer 7% menos casos de depressão e 9% menos casos de pressão alta”, explicou a Dr. Danielle Shanahan, uma das integrantes do estudo.

Os benefícios também se refletem na economia. “Tendo em vista que os custos sociais gerados pela depressão apenas na Austrália são estimados em 12,6 bilhões de dólares australianos por ano, a economia pública com os orçamentos ligados à saúde poderia ser imensa”, completa a pesquisadora.

Apesar de ser um estudo feito com amostras locais, o princípio pode ser aplicado e replicado em qualquer lugar do mundo.

Clique aqui para mais informações.

Redação CicloVivo

 

Aplicativo conecta pessoas que querem trocar ou doar alimentos orgânicos

Você tem uma horta ou pomar em casa e a produção é muito grande para abastecer apenas a sua família? Talvez uma solução seja compartilhar esses alimentos com outras pessoas ou trocá-los por variedades que lhe interessem. O aplicativo FarmSquare faz justamente essa ponte entre quem tem disponibilidade e quem tem interesse.

A ferramenta funciona de maneira muito simples. Após se cadastrar, basta apresentar os alimentos que você tem à disposição e esperar que pessoas interessadas na sua região apareçam oferecendo uma troca ou doação.

Captura de Tela 2016-06-28 às 17.18.56

O aplicativo é gratuito, assim como as interações promovidas por ele. O interesse, neste caso, é incentivar a produção de alimentos livres de agrotóxicos, já que é preciso que tudo seja orgânico, e a interação entre pessoas como forma de estimular a agricultura e as comunidades.

A tecnologia descarta as barreiras e custos criados por intermediários e traz de volta o conceito do escambo, em que os próprios produtos são usados como moedas no lugar do dinheiro.

Clique aqui para acessar a plataforma e ter mais informações.

Redação CicloVivo